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Outubro Rosa: Cicatriz pós cirurgia

Outubro começou e, esse mês em especial, é o mês da conscientização sobre o câncer de mama. E assim como dito nos posts anteriores, irei dedicar esse mês ao apoio e retirada de dúvidas a mulheres que se encontram hoje nessa situação e na conscientização para a descoberta da doença precocemente.
Uma das grandes dúvidas sobre a mastectomia e a reconstrução mamária, é sobre a cicatrização: “E aí doutor, como vai ficar a minha cicatriz? Vai ser muito aparente? Vai ficar escura?” Vale lembrar que cada paciente é única, assim como o seu processo de cicatrização e recuperação. A boa notícia é que a cicatriz evolui, muda de aspecto e pode até ficar imperceptível ao longo do tempo.

A cicatrização possui várias etapas e, geralmente, está madura após um ano. No primeiro mês, o sinal da cicatriz apresenta visibilidade moderada. Por volta dos seis meses, por causa de sua evolução natural, ela muda de tonalidade, indo para um tom mais avermelhado até um pouco mais escurecido. Em alguns pacientes ela também pode se apresentar larga e elevada. Após um ano, chamado período tardio, a cicatriz começa a se tornar clara e menos consistente. As variações de tempo e evolução da cicatrização acontecem de modo bastante particular, podendo mudar devido à profundidade do trauma ocorrido e conforme resposta do organismo, podendo passar por essas etapas mais rápida ou vagarosamente.
É imprescindível o acompanhamento cuidadoso durante os seis primeiros meses de cicatrização. O paciente deve seguir as orientações médicas, como não realizar esforços físicos , principalmente na região do cicatriz, pois podem causar extrusão de pontos, além do uso de pomadas e massagens.